Os plásticos têm origem em recursos naturais, essencialmente do petróleo e gás natural. Actualmente constituem 10% da totalidade dos lixos domésticos.
Física e quimicamente os plásticos apresentam características extraordinárias permitindo, por isso, uma grande variedade de aplicações e uma grande amplitude de preços em função da sua aplicação, utilização e características. O plástico é utilizado em diversos sectores da economia, destacando-se a sua utilização crescente no campo das embalagens dadas as suas características, transparência, leveza, resistência e atoxicidade.
O consumo aumentou consideravelmente desde o seu aparecimento no mercado, no entanto, algumas das suas propriedades pressupõem uma vida activa muito curta e um consequente aumento da corrente de resíduos.
Tornou-se ao longo do tempo o material predominante no sector de embalagens. Pode tornar-se também, face às suas múltiplas capacidades, versatilidade e durabilidade, no mais reciclável dos materiais. No entanto, na década de 80 apenas 1% era aproveitado como material reciclável. Em termos percentuais, constituem uma pequena percentagem dos resíduos sólidos urbanos (RSU) em termos de peso mas em termos de volume, ocupam uma elevada percentagem (30 a 40%) devida à sua baixa densidade.
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A reciclagem consiste no processo de conversão dos resíduos plásticos em grânulos para reutilização na produção de outros produtos. De uma maneira geral, a vantagem da reciclagem é dupla uma vez que, por um lado, reduz o volume final dos resíduos (calcula-se que, a nível europeu, cerca de 25% do lixo urbano possa ser a curto prazo utilizado)e, por outro lado, a recuperação dos resíduos e a sua reutilização assegura a economia de materias primas e energia, constituindo uma alternativa para as oscilações do mercado abastecedor e preservação dos recursos naturais, permitindo, inclusivamente, reduzir o custo das matérias primas.
Ambientalmente, a reciclagem reduz a acumulação progressiva de lixo e a produção de novos materiais, como por exemplo, o papel, que exige o desbaste e corte de árvores.
Economicamente, contribui para uma utilização dos recursos naturais de uma forma mais racional e uma reposição dos que são passíveis de serem reutilizados.
Socialmente, para além de gerar novos postos de trabalho, melhora a qualidade de vida à população através da melhoria ambiental.